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domingo, abril 14, 2024

Yan Boechat: “a tragédia venezuelana não é uma ‘narrativa’ americana”

RELATO


Estive muitas vezes na Venezuela nessa última década. Ao contrário do que disse @LulaOficial hoje (29) em Brasília, a tragédia venezuelana não é uma “narrativa” americana. A tragédia venezuelana é, em grande parte, obra de @NicolasMaduro e dos chavistas no poder há mais de 20 anos.

Chávez aprofundou ainda mais a dependência rentista da Venezuela ao petróleo. Os anos de fartura, em que o barril por pouco não chega US$ 150, não foram usados para transformar a economia do país. Serviram apenas para oferecer algum alívio à castigada população venezuelana.

Maduro assumiu sob a crise do fim do ciclo das commodities. Pegou um país quebrado. Enquanto raspava as reservas para pagar juros da dívida a Wall Street, dizia que um bloqueio americano o impedia de comprar comprar comida, remédios e, pasme, papel higiênico.

No auge da crise, quando soropositivos conviviam com sarcoma de kaposi porque não havia antirretrovirais, Maduro recusava a ajuda externa simplesmente porque não admitir a crise. Pessoas morriam nos hospitais porque não havia um simples antibiótico. Ninguém me contou, eu vi.

Nessa década, quase seis milhões de pessoas deixaram a Venezuela. É uma das maiores crises migratórias da história. @LulaOficial bem sabe que ninguém deixa sua terra por simples querer. Os venezuelanos não fogem de uma narrativa. Fogem de uma tragédia. Dia triste, o de hoje.

Por Yan Boechat, repórter

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