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domingo, novembro 28, 2021

Pazuello ileso: a morte da ordem no que nos resta de democracia

“De soldado a general tem que ser as mesmas normas e valores. O presidente e um militar da ativa mergulharem o Exército na política é irresponsável e perigoso. Desrespeitam a instituição. Um mau exemplo, que não pode ser seguido. Péssimo para o Brasil”, publicou o General Santos Cruz, em sua conta no Twitter.

Sua fala faz referência à decisão do Exército Brasileiro de não punir o Ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, em virtude de sua participação em ato (23/05), acompanhado do presidente Jair Messias Bolsonaro, no Rio de Janeiro. “Não restou caracterizada a prática de transgressão disciplinar por parte do General Pazuello”, diz a nota da corporação divulgada na quinta (03). Com isso o procedimento disciplinar instaurado será arquivado.

No papel as Forças Armadas proíbem que militares da ativa participem de atos políticos.

“A capitulação de hoje não honra os ex-Cmtes.da Marinha, Exército e da Aeronáutica, e do ex-Ministro da Defesa, que não se dobraram ao Presidente e caíram por respeito a Constituição e a Democracia, com quem as FFAAs permanecem. Mas, é hora de reagir e de unidade. Antes que seja tarde”, disse Raul Jungmann, Ex-ministro da Defesa e também da Segurança Pública no governo de Michel Temer.

Nota publicada em https://www.eb.mil.br/web/imprensa/documentos-a-imprensa/-/asset_publisher/oQTTiIUbAfKO/content/nota-a-impren-7

A participação de Pazuello em ato de apoio ao presidente, sem máscara, ocorreu dias depois do comparecimento do ex-ministro à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI da Covid), no Senado, que investiga a que ponto o nível de omissão e desinformação, do governo Bolsonaro, foi determinante para o vertiginoso número de vidas perdidas, também matriz de uma crise econômica que se estende.

Para a jornalista Julia Duailibi, o “General Paulo Sérgio preferiu manter o seu cargo de comandante do Exército a defender a instituição. Pensou nele, não no país”.

Como defesa, Pazuello argumentou que o ato, na qual participou, não era político-partidário e que Bolsonaro sequer tem partido. Um outro ponto alegado pelo ex-ministro foi a de que não há campanha em andamento no país.

No dia seguinte (24), o vice-presidente e general da reserva Hamilton Mourão afirmou: “Eu já sei que o Pazuello já entrou em contato com o comandante informando ali, colocando a cabeça dele no cutelo, entendendo que ele cometeu um erro”. Diante da decisão do general Paulo Sérgio, Mourão optou por não se manifestar.

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Joaquim Cantanhêdehttp://www.opedreirense.com.br
Jornalista formado pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI)
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