Pressão popular nas redes e nas ruas
Não é de hoje que o Brasil se debruça sobre o fim da escala de trabalho 6×1. Nesta tarde de terça-feira (13), inclusive, o Senado retomou a discussão antes da votação em primeiro turno.
Resumindo: o texto aprovado pela Câmara prevê jornada máxima de 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução salarial. A proposta também prevê uma transição gradual.
O fim da escala 6×1 é uma das pautas da eleição presidencial, que ruma para o segundo turno. O petista Lula da Silva se mostrou favorável à medida desde que a mobilização pelo fim da escala ganhou força nas redes sociais e no Congresso, impulsionada pelo movimento Vida Além do Trabalho (VAT), criado por Rick Azevedo, e pela atuação da deputada Erika Hilton (PSOL-SP).
E Flávio Bolsonaro? Há tempos, o candidato se posicionava contra a proposta. “Ele está pensando no poder, não está pensando no trabalhador. Se ele estivesse pensando no trabalhador, já tinha reduzido a carga tributária sobre a folha de pagamento, para o trabalhador ficar com seu dinheiro”, disse o candidato, um dia após o primeiro turno, ao criticar o empenho de Lula pela aprovação do projeto.
“Estou rodando o país, e a maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da 6×1. Então vou votar a favor do fim da 6×1”, disse o ex-senador na manhã desta terça-feira.






