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quinta-feira, abril 16, 2026

CDJor repudia processos contra O Pedreirense e o jornalista Joaquim Catanhêde

“Representam risco às liberdades de expressão e de imprensa”


A Coalizão em Defesa do Jornalismo (CODjor), publicou, nesta sexta-feira (27), em seu site e em suas redes sociais, uma nota em que repudia processos contra o Jornal O Pedreirense e contra o jornalista Joaquim Cantanhêde.

“Movidos, respectivamente, por um médico da rede pública e por Fred Maia (PDT), atualmente suplente ao cargo de deputado estadual do Maranhão e esposo de Vanessa Maia (União), prefeita do município de Pedreiras”, destaca a articulação formada por 11 organizações da sociedade civil, sendo elas a Ajor – Associação de Jornalismo Digital, Instituto Tornavoz, Abraji – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, IVH – Instituto Vladimir Herzog, FENAJ- Federação Nacional dos Jornalistas, CPJ – Comitê para a Proteção de Jornalistas, Artigo 19, JEDUCA – Associação de Jornalistas de Educação, RSF – Repórteres Sem Fronteiras, Instituto Palavra Aberta e Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social.

“Os autores das ações são pessoas que, em razão de sua função pública, devem sujeitar-se ao amplo escrutínio da sociedade e, portanto, tolerar críticas que lhe sejam dirigidas. Ao veicular denúncias e críticas, a organização de mídia e o jornalista apenas exercem seu dever de manter a sociedade informada e fomentar o debate sobre questões de interesse público.

A Coalizão em Defesa do Jornalismo acompanha os casos com atenção e confia que o Judiciário do Maranhão garantirá o livre exercício da atividade jornalística, julgando as ações improcedentes”.

O jornal O Pedreirense e o repórter Joaquim Cantanhêde reconhecem o valor histórico deste posicionamento, que é parte do fortalecimento do jornalismo local. Sobre os processos, com os quais lida com dignidade, o OP se reportará publicamente nos próximos dias.

Confira a nota na íntegra:

O Pedreirense, veículo que se dedica à cobertura jornalística na região do Médio Mearim (MA), e o jornalista Joaquim Cantanhêde são alvo de dois processos judiciais movidos, respectivamente, por um médico da rede pública e por Fred Maia (PDT), atualmente suplente ao cargo de deputado estadual do Maranhão e esposo de Vanessa Maia (União), prefeita do município de Pedreiras.

O médico questiona a publicação de entrevista de uma cidadã de Pedreiras, na qual ela apresenta denúncias quanto ao atendimento de seu filho na rede de saúde pública. Além de pleitear R$ 10.000,00 de indenização por danos morais, o autor busca que o vídeo seja removido e que O Pedreirense seja impedido de realizar qualquer nova postagem com seu nome ou imagem.

Fred Maia, por sua vez, insurge-se contra o artigo “O nosso mestre dos magos da hipocrisia”, de Joaquim Cantanhêde, que critica declarações do autor e relembra sua proximidade com Eduardo DP, empresário investigado pela Polícia Federal. A ação busca que o jornalista deixe de publicar dados pessoais e ofensas contra ele, além de requerer a condenação de Cantanhêde ao pagamento de R$20 mil por danos morais. O caráter intimidatório do processo fica claro porque o autor da ação não aponta nenhuma incorreção no texto do jornalista.

Os autores das ações são pessoas que, em razão de sua função pública, devem sujeitar-se ao amplo escrutínio da sociedade e, portanto, tolerar críticas que lhe sejam dirigidas. Ao veicular denúncias e críticas, a organização de mídia e o jornalista apenas exercem seu dever de manter a sociedade informada e fomentar o debate sobre questões de interesse público.

A Coalizão em Defesa do Jornalismo acompanha os casos com atenção e confia que o Judiciário do Maranhão garantirá o livre exercício da atividade jornalística, julgando as ações improcedentes.

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