Um dia suplente, um dia deputado, um dia cabo eleitoral

Quando querer não é poder


Apesar dos adesivos nos carros, os apoiadores do suplente de deputado Fred Maia (PDT) não verão a foto do político nas urnas durante a eleição de 2026. Em outubro, os maranhenses deverão escolher também – além do presidente da República, governador, senador e deputado federal – aqueles que os representarão no Poder Legislativo Estadual.

A candidatura do primeiro-damo, há tempos, já era dada como improvável, a julgar pela perda de espaço e apoios políticos, mais especificamente na Região do Médio Mearim, basilares para que chegasse à suplência em 2022.

“Com orientação da minha mãe, conversa que tive com minha esposa e os amigos, decidi que não sou candidato”, disse Fred, ao ser inquirido por Klebinho Branco, durante entrevista ao matinal Tribuna 101, no apagar de julho. A decisão, segundo ele, teve como base uma pesquisa que supostamente apontaria o desejo dos pedreirenses de que ele foque na sucessão de Vanessa Maia, prefeita de Pedreiras e sua esposa.

A entrevista foi marcada por um abre e fecha de parentes. Fred tratou de assumir a “paternidade de obras”, fingiu surpresa por ações de uma gestão sob sua influência e, como de praxe, ameaçou com processos, colocando no mesmo balaio repórteres e comentaristas do Whats.

Depois de muitas curvas da velha, o suplente revelou o óbvio.

“Aqui vai ser assim: a mulher (apontando para Vanessa) não é a prefeita? A (candidata) deputada federal não é uma mulher (Larissa DP)? Aqui é para as mulheres irem para cima. A estadual também será uma mulher”, disse Fred, declarando apoio a Luanna Bringel Rezende Alves, ex-prefeita de Vitorino Freire, irmã do ex-ministro Juscelino Filho (amigos de panelada e obras) e alguém que, segundo ele, “tem um norrau”, sem correr o risco de citar os escândalos que a envolveram quando então gestora.

Na mesma entrevista em que declarou não ter amor ao poder, Fred deixou claro que a possibilidade de voltar a ser candidato em Trizidela do Vale, desta vez contra os Balés, é cogitada. Para o bom entendedor, uma pesquisa basta.

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Joaquim Cantanhêde
Joaquim Cantanhêdehttp://www.opedreirense.com.br
Jornalista formado pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI)
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