Voto pela ‘PL da devastação’
“Disse sim à margem equatorial. Que vai proporcionar oportunidades de emprego e renda”, disse o Deputado Federal Pedro Lucas, líder do União Brasil, na Câmara dos Deputados, que se manifestou, ainda que de forma sucinta, sobre a repercussão feita pelo Jornal O Pedreirense, em relação aos políticos maranhenses que deixaram suas digitais na aprovação da chamada “PL da devastação”, bastante criticada por organizações ambientais, que agora cobram o veto por parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Ignorou totalmente que estamos em emergência climática. Ignorou as vítimas (e seus entes queridos) das enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul, os que foram soterrados por rejeitos de mineradoras em Minas Gerais, os que perderam a vida em deslizamentos de terra, os que sofreram com as secas severas que testemunhamos na Amazônia, no ano passado”, disse Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima. “Não são poucos os retrocessos aprovados pela Câmara dos Deputados e Senado Federal”.
Pedro Lucas é um dos entusiastas da exploração de petróleo na Margem Equatorial. Outra discussão sensível. Em maio, sob pressões políticas, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) disse sim a um plano de prevenção a emergências, proposto pela Petrobras.
“A pressão pela perfuração do bloco 59 também ocorre porque essa licença pode abrir caminho para futuros licenciamentos na região, que é ambientalmente sensível e apresenta fortes correntes, aumentando os riscos de acidentes. Se a autorização for concedida de forma precipitada, o que impede que outros projetos igualmente arriscados sejam aprovados na sequência?”, indaga o Observatório do Clima.






