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Pedreiras
quinta-feira, abril 16, 2026

Uma infância violentada e uma vida interrompida, até quando?

EDITORIAL


Sobre o rio Mearim uma ponte liga Pedreiras e Trizidela do Vale. O vai e vem não é só de gente. Estas duas cidades maranhenses compartilham costumes, dados econômicos, demográficos, tradições e histórias. Nem todas, diga-se de passagem, nos dão orgulho. Algumas, é verdade, extraem de nós medo, indignação e sede de justiça.

Estes sentimentos traduzem a reação popular diante da brutal violência sofrida por uma criança, aos 5 anos de idade, violenatada e morta no dia em que deveria celebrar seu nascimento. Fato tornado público na noite desta quinta-feira (27). A reação popular é proporcional ao nível de monstruosidade empregado contra uma vida, uma infância que deveria ser livre. Até quando crianças serão violentadas? Até quando suas vidas serão ceifadas? O que mais pode ser feito? São desafios colocados à mesa. São questões urgentes e o problema é nosso.

Ainda que, enquanto jornal, histórias dessa natureza nos exijam uma postura de cautela, a fim de se evitar que, na ânsia de cobrir, não acabemos por violar direitos, expondo vítimas já demasiadamente expostas, esta redação compartilha da indignação. Uma criança foi violentada, morta e isso não pode, sob hipótese nenhuma, ser naturalizado. Precisa haver punição e que ela seja exemplar.

Situações como essa reforçam a importância das redes de proteção, das ações diárias que permitem que nossas crianças cresçam livres e tenham uma infância plena. Outra verdade é que a família é o começo de tudo. Se a proteção não começar por ela nenhuma outra será eficaz. A realidade nos mostra que há ainda muito a ser feito para que nossas crianças desfrutem dos espaços, incluindo o lar, com a devida segurança.

Diante de qualquer indício de violação, denunciar é o certo. Não se pode deixar para depois quando vidas estão em risco.

Que a Justiça trate o caso com a devida atenção. Que o peso da lei caia sobre o(a) violentador(a) e assassino(a). Não há lugar, nesta sociedade, para alguém capaz de tamanha atrocidade.

Nos irmanamos com os que sentem tão dolorosa partida, sem perder de vista que uma vida foi interrompida, segundo informações preliminares, por decisão e ação de outra. Caso se confirme, cabe dizer: não foi natural, não é natural. Aos que a amavam, temos ciência de que o luto não findará. Só quem, além da vivência, nutria sentimentos tão nobres pela vítima sabe a dimensão da dor.

Nosso papel, quanto sociedade, para além de dar as mãos, é lutar para que haja Justiça e para que histórias, como essa, não se repitam.

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