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quarta-feira, julho 17, 2024

O ‘cuscuz mais saboroso do Maranhão’ é de Pedreiras; Fernando Aquino é o campeão

O pedreirense Fernando Aquino de Lima, 41 anos, venceu o “Desafio do Cuscuz”, reality show realizado pela TV Mirante, que reuniu participantes de diversas partes do Maranhão, para explorar a diversidade de um dos ingredientes mais comuns do nordeste, o cuscuz. A final aconteceu neste sábado (03), em uma disputa para lá de saborosa, onde Fernando disputou o prêmio com as também finalistas Mary Cristina e Gizeuda. Após seu cuscuz receber o título de ‘mais saboroso do Maranhão’, Fernando relata estar muito alegre e ainda sem palavras para descrever o sentimento de vencer este desafio.

Conheça mais da história de Fernando Aquino:


Entrevista

Pedreirense na reta final do “Desafio do Cuscuz’’: “Esse prêmio é pra gente, é para Pedreiras, é nosso”

‘Pedreirense raiz, nordestino com gosto’. Fernando Aquino de Lima, 41 anos, não cansa de enfatizar suas origens, principalmente em frente às câmeras. Ele, que atualmente escreve parte da sua trajetória profissional no “Desafio do Cuscuz”, reality de culinária realizado pela TV Mirante, chega à final da competição, neste sábado (03), com a esperança de trazer o prêmio à sua cidade natal, Pedreiras, ao driblar o principal desafio: provar que o seu cuscuz é o melhor do Maranhão.

Participando pela segunda vez do quadro, que ocorre anualmente, Fernando recebeu o jornal O Pedreirense e contou sobre a experiência de estar vivendo o programa. Formado em contabilidade, ele conta que pagou o curso de graduação vendendo lanches na faculdade. Ao todo, são 15 anos trabalhando com gastronomia, algo que para ele é terapêutico.

Dentre os desafios de preparar o melhor cuscuz, Fernando ressalta a importância dos detalhes em cada prato, reafirma o valor da culinária na produção de memórias afetivas e ressalta a criatividade em construir uma diversidade de pratos com um dos maiores símbolos da culinária nordestina e que intitula ser “sua cara”, o cuscuz. Os detalhes você confere agora:

O Pedreirense: Quem é Fernando Aquino?

Fernando Aquino: Sou pedreirense, tenho 41 anos, atualmente sou formado em contabilidade, mas não exerço a função, pois trabalho mesmo é na área da culinária. Sou casado há 16 anos, tenho uma filha de oito anos e estou sempre na luta, o que me botam para fazer eu estou fazendo. Já fiz de tudo: trabalhei de empacotador de carvão, de vendedor de consórcio, de tudo. Atualmente estou na área da culinária, que é o que eu gosto realmente de fazer e paguei meu curso de contabilidade vendendo lanche na faculdade. Levava todos os dias lanches, vendia e no final do mês tinha a parcela completinha do curso da faculdade.

OP: Como você se encontrou no mundo da culinária?

FA: Comecei fazendo dieta de alimentação saudável, pra não ficar pagando os outros para fazer. Fui aprendendo aos poucos, depois comecei a vender, que deu certo para mim, mas não saiu muito bem. Dei uma parada, mas sempre cozinhei em datas comemorativas, quando alguém encomenda ceia de natal, panelada, feijoada para festa, estou me virando, faço de tudo, de comida japonesa a arroz com feijão. Depois fiz uns cursos pelo SEBRAE e agora já estou fazendo o curso de gastronomia. Há 15 anos no mundo da culinária.

OP: Como surgiu a oportunidade de participar do reality?

FA: Participei da edição passada, do concurso do Arroz, mas não fui até a final, só até a semifinal. Esqueci de colocar um ingrediente, nervosismo né! Só 50 minutos pra fazer o arroz e os jurados em cima. É pressão! Acabei esquecendo de colocar a carne, pois era arroz de carne seca e coloquei só um pouco. Todos os anos eles fazem um desafio, primeiro foi o da tapioca, depois o do Arroz e esse ano o do Cuscuz. Daí um amigo me mandou falando: ‘Fernando, esse é a tua cara, é o do cuscuz’. Logo após eu fiz minha inscrição e fui selecionado. Entre mais de mil inscrições, fiquei entre os 18, dos 18 teve a votação popular. Consegui 21. 930 votos e fiquei entre os nove da disputa.

OP:  Como conseguir tantos votos?

FA: Só redes sociais mesmo, pedindo pra amigos divulgarem. Foram só sete dias de votação e todos os dias eu pedia pro pessoal votar. O pessoal já me abusava. Tinha gente votando mil vezes por dia [risos de satisfação].

OP: “Cuscuz é a sua cara”, disse um amigo seu. Por quê?

FA: Sou filho de cearense, nordestino e para mim comida nordestina é a melhor. Não tem coisa melhor que comida nordestina e cuscuz é uma delas. Sou fã de cuscuz. Faço tapioca de cuscuz, bolo de cuscuz, de todo jeito eu faço cuscuz; o tradicional de manteiga que é muito gostoso também.

OP: Você mencionou que um detalhe te fez chegar até a final. Que detalhe foi esse?

FA: Na semifinal fiz dois em um, o [cuscuz] de arroz e de milho, tudo junto. E teve um de romeu e julieta, ao qual eu disputei. Na hora de servir fiz um molho com leite de coco, coco ralado e o azeite de coco babaçu, que levei daqui de Pedreiras. A jurada perguntou o que era e eu disse que era para colocar em cima na hora de servir. Na hora que ela comeu disse que fez lembrar da mãe dela. Então acredito que aquele detalhe foi o ponto que me fez chegar à final.

Foto: Reprodução/ Arquivo pessoal

OP: O que a culinária representa pra ti?

FA: Tudo! Gosto demais. Estou no meu dia de trabalho estressante e cansado, chego em casa, minha esposa me pergunta: ‘o que nós vamos comer?’ Daí vou pra cozinha e ela pergunta: ‘como é que tu aguenta? Passa o dia no trabalho, ainda vai pra cozinha e faz uma comida [gostosa] dessas?’ [risos]. Porque eu gosto, ali me desestresso, ali me encontro, fico tranquilo, porque comida você tem que fazer com amor. O sentimento que você está fazendo uma comida, você passa pra ela, querendo ou não, você passa. Se você estiver de mau humor a comida sai ruim. Já passei por isso e sei como é.

OP: Qual foi o momento mais marcante da sua passagem nessa edição?

FA: O momento do resultado. Ano passado fui mais empolgado em querer ganhar. Esse ano fui mais tranquilo, então na hora do resultado disse: ‘eu não posso nadar, nadar e morrer na praia’.

OP: Como é representar sua cidade?

FA: Nas gravações sempre busco enfatizar que sou pedreirense, da terra de João do Vale. Até gravo com chapeuzinho de couro, meu amuleto da sorte. E como sempre falo, não vou ganhar sozinho. Esse prêmio é pra gente, é para Pedreiras, é nosso!

OP: Qual expectativa para a final?

FA: São as melhores possíveis. Pedreiras está bem representada, pode ter certeza disso. Vou trazer esse título pra gente e se ganhar vou abrir minha cuscuzeria. Então tenho que usar esse momento pra mim.

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Mayrla Frazão
Mayrla Frazãohttps://www.opedreirense.com.br
Jornalista - Centro Universitário de Ciências e Tecnologia do Maranhão (UniFacema)
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