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sábado, julho 20, 2024

O trio que supostamente pediu a “cabeça” de Tenente-coronel

BASTIDORES


Além do embate contra a criminalidade, a passagem do Tenente-coronel Miguel da Silva Morais Júnior, pelo comando do 19° Batalhão da Polícia Militar (BPM), ao qual respondeu durante um ano e sete meses, também foi marcada por embates nas redes sociais. Por exemplo: se contrapôs às críticas da vereadora Katyane Leite em certo episódio, e viu no ex-vereador Alan Roberto, um de seus maiores e ácidos críticos, em especial, no WhatsApp.

A cada ato de violência, nos registros de nosso BBB da vida real, sobre ele lhe era direcionada a responsabilidade, natural para quem está à frente 19° Batalhão da Polícia Militar (BPM). Dos “dados” fez mantra, para refutar a ideia do aumento nos índices de violência, em especial nos municípios de Pedreiras e Trizidela do Vale. Assaltos, arrombamentos, tiros no Mercado Central e tentativa de homicídio em plena manhã de segunda, foram alguns dos episódios que desafiaram sua atuação à frente das forças de segurança, cujo trabalho não se resume a Pedreiras.

Dentro da tropa, fala-se que o desejo de mudança era latente e ela veio.

A saída de Flávio Dino e a entrada de Carlão Brandão trouxe consigo mudanças. Basta olhar a troca no comando de setores geridos pelo governo do estado. A eleição 2022 está às portas e a estrutura, de forma republicana ou não, se adapta. Informações extraoficiais apontam que três políticos, dois com atuação em Pedreiras e um Trizidela do Vale, teriam sido pivôs da mudança no comando do 19º BPM. Segundo fonte, que não informou os referidos nomes, o trio que pediu sua “cabeça”, foi composto por dois ex-prefeitos e um ex-candidato a prefeito em Pedreiras.

O próprio Tenente-Coronel Miguel Júnior enxerga, na mudança, uma manobra política. Numa carta, publicada, na segunda (13), em O Pedreirense, ele escreveu: “Agradeço aos ditos políticos que se acham representantes do povo do Médio Mearim, que intercederam para minha exoneração, fico feliz com a atitude de vocês, pois prova que agi de forma correta ao procurar manter um relacionamento institucional pautado na imparcialidade e impessoalidade, sem me submeter ao nefasto proselitismo político tão bem encampado por vós, saibam que jamais me submeterei aos vossos desejos de subserviência.”

Este entra e sai já conhecido, historicamente enraizado. Quem vai e quem chega não é de todo livre, numa estrutura que é onipresente. É próprio do organismo público todo tipo de interferência que se possa imaginar. A dinâmica do funcionalismo está sujeita, e não vejo perspectiva no horizonte para que isso mude, aos mandantes de cada ocasião e aliados de primeira hora. Políticas públicas ficam em segundo plano, não importa quem venha.

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Joaquim Cantanhêde
Joaquim Cantanhêdehttp://www.opedreirense.com.br
Jornalista formado pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI)
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