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Pedreiras
segunda-feira, abril 15, 2024

O começo do fim do Bosque Seringal [atualizado]

A denúncia

Na tarde desta terça-feira (29), recebemos a informação de que estaria ocorrendo a derrubada de parte dos pés de seringa, que integram o conhecido Bosque Seringal, que fica no bairro Seringal, em Pedreiras, Maranhão. No local, repórter Joaquim Cantanhêde constatou a veracidade do fato, não encontrando ali, nenhum trabalhador envolvido com o ocorrido.

Fontes que moram nas proximidades informaram que a ação foi iniciada já, há alguns dias, mas não puderam dizer, ao certo, de quem seria a iniciativa e se a ação é legal.

Estamos em busca de novas informações, inclusive com as autoridades ambientais do município, a quem cabe gerir e fiscalizar fatos dessa natureza, observando, dentre muitos princípios, o da transparência. A Secretaria de Meio Ambiente tinha conhecimento dessa derrubada? São algumas das questões cujo respostas, traremos a qualquer momento.


A revolta

“É sentimento mesmo sabe? Muito dolorido. Ninguém aqui foi comunicado. Desculpe a emoção, mas a nossa identidade: as seringas, o bosque seringal, acabou! A gente tá ouvindo como fofoca. Um fala uma coisa, outro fala outra. ‘Vou fazer isso, vou fazer aquilo’. Como Bosque Seringal não faz mais sentido ter essa referência”, destaca Jecilene Pereira Alves, doméstica de 37 anos, numa fala que traz ecos incomuns. O barulho de máquinas que agem no local sob a chancela da Secretaria de Meio Ambiente e da Prefeitura Municipal de Pedreiras.

No apagar da questionada gestão “honra de trabalho”, um fato provocou indignação nas redes sociais. Nas imagens que se espalharam pelo WhatsApp, troncos de pés de seringa fatiados no chão do Bosque Seringal, bairro Seringal em Pedreiras, Maranhão. Jecilene Pereira Alves esteve no local para questionar, assim como o Pedreirense, as razões para aquilo que o Secretário de Meio Ambiente chamou de “revitalização”, ao ser indagado pela repórter Mayrla Frazão. Jecilene Pereira fala do vínculo afetivo com um lugar que até letra de música é, mas que sofre com o descaso de várias gestões municipais e com o ímpeto devastador de uma parte do setor privado ao qual interessa avançar, mesmo que isso signifique substituir pé de seringa por Ipê. “Bosque Seringal” ainda fará sentido?


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