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quinta-feira, julho 18, 2024

Moradores do Centro do Julião denunciam más condições em trecho ligado a cerca de dez famílias

O povoado Centro do Julião, localizado em Pedreiras, Maranhão é um dos muitos povoados de estrada vicinal que durante o inverno coloca à prova a infraestrutura da zona rural de um município, prejudicando o cotidiano dos moradores que precisam se locomover de um local a outro, mas que são impedidos de trafegar em meio a lama e rachaduras profundas nas estradas. Assim ocorre em um ramal que dá acesso a cerca de dez famílias no local, que encontra-se em condição intrafegável durante as chuvas.

Reféns do inverno, moradores lamentam a situação e promessas do poder público sobre solucionar o problema. Dona Maria da Conceição, de 70 anos, sobre o local, ressalta: “é o pior que tem! Colocaram uma piçarrinha pra lá, mas pra cá eles não botaram. Eles garantiram que iriam botar, mas não botaram não. A gente sai caminhando escorregando. Quem é novo já acha ruim, imagine quem é velho”, conta a lavradora ao jornal O Pedreirense.

Dona Maria da Conceição, de 70 anos (Foto: Mayrla Frazão)

Em meio ao descaso e a incerteza de ir e vir, ainda sobra prosa para contar os perrengues que os moradores enfrentam. Com gargalhadas a cada frase, dona Maria fala sobre o difícil trajeto dos moradores com motocicletas. “Um dia desses os meninos foram subir lá, quando desceram saíram fazendo cobrinha com a moto no meio da estrada (risos)”, contou a moradora.

Em julho de 2022, distante das chuvas, a prefeitura de Pedreiras realizou “melhorias na estrada”, fazendo a conhecida “raspagem” da estrada para facilitar o trajeto, mas de acordo com Lucicleia da Silva Simeão, 32 anos, nenhum sinal do poder público neste início de inverno. A lavradora conta que trafega todos os dias pela estrada. “Terrível, lamaçal e a gente cai na lama e isso me afeta em tudo, praticamente”, relata a moradora.

Aquino Oliveira Simeão, 47 anos (Foto: Mayrla Frazão)

Há também aqueles que dependem do ramal para chegar ao trabalho, como o senhor Aquino Oliveira Simeão, 47 anos, que relata os problemas que enfrenta no período chuvoso. “Quando chove fica liso demais pra subir e pra descer. Todos os dias tenho que me locomover da cidade para cá para trabalhar. A gente vem com os pés pelo chão, quase caindo, mas a gente vem”, finalizou.

Do poder público, nenhuma resposta. Entramos em contato com secretário de Infraestrutura, Marcos Brunieri, e até o fechamento desta matéria não tivemos retorno.

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Mayrla Frazão
Mayrla Frazãohttps://www.opedreirense.com.br
Jornalista - Centro Universitário de Ciências e Tecnologia do Maranhão (UniFacema)
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