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quinta-feira, julho 18, 2024

“Massacre 17/05/2022”: as escolas, a delegacia e o alerta

“É uma onda que se espalha e deixa todo mundo apavorado”, pontua gestora escolar


Uma nota publicada pelo Centro Educa Mais Olindina Nunes Freire, localizado em Pedreiras, sendo gerido pelo Governo de Estado do Maranhão, no dia 14 de maio, afirma que foi encontrada (12/05), por parte dos estudantes, a inscrição “Massacre 17/05/2022”, em uma das mesas. O fato, que por si já gera certa tensão, ao ser repercutido, teria gerado uma serie de suposições que desaguaram no que a nota chama de “Fake News”, que vão desde a suposta vinculação da inscrição à “ameaças de facções”, até o apontamento de supostos autores entre os estudantes.

“Até o momento não se sabe quem escreveu a tal inscrição, o que invalida qualquer acusação à estudantes”. Segundo a nota, a direção do Centro registrou Boletim de Ocorrência, disponibilizando imagens internas, aos órgãos de segurança encarregados da apuração, que inclusive, estiveram na unidade nesta segunda. 

“Confiamos que a justiça cumprirá seu papel e tudo será esclarecido. Faremos o que for preciso para desfazer injustiças e encontrar os culpados por esse transtorno”, diz comunicado, que pede desculpas às famílias dos estudantes, acusados injustamente, e também lembra que espalhar mentiras é crime, com punição prevista pela lei.

“Na verdade, esses meninos ficam reproduzindo as bobagens que assistem na internet. Infelizmente ela tem sido nociva demais para essa juventude que tem a cabecinha frágil. Juventude ansiosa, depressiva. Então qualquer coisinha acaba influenciando. Quem já tem a cabeça mais frágil fica preocupado e aterrorizados. É uma onda que se espalha e deixa todo mundo apavorado”, pontua Elioenai Brasil, gestora do Centro, apontando que a inscrição seria supostamente uma reprodução de uma modinha de rede social.

Ela critica, fortemente, setores da impressa, que segundo ela, difundem inverdades e aponta ações pedagógicas cotidianas, desenvolvidas com os alunos no combate à propagação de notícias falsas. “Na escola nós temos diversas disciplinas que encaminham para essa questão da conscientização, eletivas que falam de Fake News, cada estudante tem um tutor na escola, que levam mensagens de otimismo, conscientização, para que todos se empenhem em divulgar o que é bom e não o contrário disso. Os líderes de sala têm nos apoiado muito. Amanhã vamos reunir as comissões mistas da escola, que contam com a participação efetivas de pais, e eles irão nos ajudar neste processo dentro e fora da escola”.

Diante do ocorrido, a gestora do Centro de Ensino Oscar Galvão Imirene de Araújo Vieira, publicou um vídeo com o objetivo de tranquilizar a comunidade escolar e informar que, por precaução, também se dirigiu à delegacia para fazer um BO.

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Joaquim Cantanhêde
Joaquim Cantanhêdehttp://www.opedreirense.com.br
Jornalista formado pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI)
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