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quinta-feira, julho 18, 2024

“Consciência Negra: arte e diversidade” no Centro de Ensino Oscar Galvão

“Consciência Negra: arte e diversidade” foi o tema da feira de arte, realizada por alunos e professores do Centro de Ensino Oscar Galvão, nesta terça-feira (07). O momento faz referencia ao 20 de novembro, data que celebra a luta e representatividade do povo negro, que compõem 56% da população brasileira, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas que ainda trava, diariamente, um combate contra o racismo e a desigualdade social. 

Levar representatividade do negro para dentro da escola, através do teatro, da música, da dança e exposições de quadros e fotografias, foi uma das formas que a professora e idealizadora do projeto, Francilene Ramos dos Santos, encontrou, para despertar nos alunos a real ‘simbolização’ do negro na sociedade. “Muito importante trabalhar o tema para que eles [os alunos] tenham consciência do que realmente o negro simboliza em nossa sociedade. Infelizmente nós sabemos que não temos essa valorização, então é necessário que surjam projetos como esse. Eles estão desempenhando seus papéis, que foram idealizados por nós professores, muito bem”, ressaltou Francilene, professora produção literária e arte.

Francilene Ramos dos Santos, professora produção literária e arte. (Foto: Mayrla Frazão)

Nas paredes e corredores da escola, instrumentos da cultura africana trazidos ao Brasil em um dos períodos mais marcantes da história, a escravidão. Tambores, o pilão e o coco babaçu são algumas representações da ancestralidade, muito marcante em comunidades quilombolas Brasil a fora. Erguidos no pátio, pinturas trazem a cor e os traços marcantes de figuras como Zumbi dos Palmares, líder quilombola brasileiro e último a liderar palmares.

A manhã e à tarde alunos reuniram uma diversidade de temas e para o estudante Wemersson Breno Rodrigues, de 17 anos, foi um momento inovador. “Encaixamos diversos temas e aderimos para algo inovador, não só pra gente, como pro meu povo preto”, relatou Wemerson com empolgação.

Aluno Wemersson Breno Rodrigues, de 17 anos (Foto: Mayrla Frazão)

Além de contribuir na organização, Wemerson foi um dos estudantes que direcionou e ensinou alguns alunos sobre a cultura e ancestralidade do povo preto.

“Isso não é só pra mostrar o quanto temos consciência negra, mas sim, consciência humana. O dia da Consciência Negra não é só lutar por algo que você quer representar e defender, mas sim, lutar contra o ódio fulminante que temos em cada um de nós. É um dia para ser lembrado todos os dias, porque ser negro no Brasil é algo muito difícil, mas é algo tão incrível e tão forte”, finalizou Wemerson.

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Mayrla Frazão
Mayrla Frazãohttps://www.opedreirense.com.br
Jornalista - Centro Universitário de Ciências e Tecnologia do Maranhão (UniFacema)
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