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quinta-feira, julho 18, 2024

Amor, a pedagogia do Cristo

Daqui a pouco Cristo nasce, de novo. Pelas redes sociais as mensagens de amor se multiplicam. Causam um choque térmico nesse país de tanto desamor. É como o garoto suado, depois de uma pelada, que corre para abrir a geladeira e assim matar sua sede ­- vó Luzia sempre brigava quando eu fazia isso. Acreditando nele ou não, tendo-o como Deus ou não, Cristo é pedagogia pura.

A realidade que encontra é mais caótica e complexa. Um mundo cada vez mais rachado, escrevendo seu apocalipse. Em uma festividade, que ao longo do tempo passou a lembrar fartura, a luta dos vulneráveis continua abrigando o Cristo bíblico. Seu simbolismo se perde na fartura da ceia, na lógica do consumo e na falta cotidiana de amor. Faz mais sentido entre os moribundos de nosso tempo e no peito dos que lutam por um mundo socialmente justo, no campo, cidade, águas e florestas.

Cristo deve ser pedagogia aos que detém poder nesta enfraquecida democracia. A política é um direito de todos. Não pode ser reduzida à cafuné, destinado aos que bajulam os detentores de poder, muito menos arma apontada para os que ousam denunciar abusos e omissões. Ninguém que tome Cristo exemplo, se alegrará com as dores do mundo.

Cristo nasce, vem fazer morada, vem ser pedagogia.

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Joaquim Cantanhêde
Joaquim Cantanhêdehttp://www.opedreirense.com.br
Jornalista formado pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI)
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