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terça-feira, abril 16, 2024

07 de setembro: o desfile entre “Independência ou morte”

Um dia histórico em nossa nacionalidade. A independência do Brasil, reconhecida, principalmente pela data de sua proclamação, 7 de setembro (1922), transcende, pela tradição anual do desfile cívico, a participação de milhões de brasileiros em um ato patriótico: saudar a bandeira do Brasil com apresentações, marchando ao som da banda marcial, que assim como na maioria das cidades, Pedreiras no Maranhão, revela seu nacionalismo ao reunir escolas públicas e privadas, organizações e a população neste grande evento.

Mas o ano é 2020, aquele que só de “ouvir falar” causa arrepios e nos leva à suposição de que algo deu errado, mudou. O ano em que o mundo parou para tentar combater um vírus que ainda circula em nosso meio, provocando (em alguns) dor, medo e desconfiança.  Mas é um ano também de reflexão, nesta data, em especial, surge de um presumido grito pela independência do Brasil, às margens do rio Ipiranga, quando D. Pedro I afirmou: “independência ou morte”.

Entre o antagonismo e a analogia desta famosa frase, nos debruçamos no atual cenário pandêmico, que durante esses quase oito meses de mudanças, apresentou as brechas escuras de uma sociedade negacionista e sem afeto ao próximo. Um cenário onde perdemos nossa independência e autonomia para a Covid-19, e a única luta que podemos travar por essa independência é a corrida pela vacina, que enquanto não se efetiva, ficamos diante da segunda opção de D. Pedro I: a “morte”.

E assim inicia o “desfile” das mortes, em um Brasil, que hoje chegou a 126.686 o número de pessoas que perderam a luta para a Covid-19, segundo dados atualizados do consórcio de veículos de imprensa. Sendo assim, esta é a atual configuração de nosso país, representada pela perda de milhares de brasileiros que um dia colocaram a mão direita sob o peito e entoaram o hino nacional do Brasil.

Nesse contexto nos cabe refletir sobre o patriotismo “seletivo” do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, onde o mesmo foi o protagonista do negacionismo no ano de 2020, motivando a disseminação do vírus, medicando a população sem autorização médica e consequentemente colaborando com o aumento no número de mortos pela Covid-19, no Brasil. O que poderíamos apresentar neste desfile que revele o patriotismo do nosso país?

Assim, em mais um episódio (de uma serie de acontecimentos) do inesquecível ano de 2020, entendemos as inúmeras razões que nos trouxeram a este lugar, para além da propagação do coronavírus, a discussão de uma independência precisa ser refletida e representada nos “desfiles” da vida e nos desfiles da Av. Rio Branco, que hoje, dia 7 de setembro de 2020, ao invés de um palanque que anualmente constrói a programação deste dia, substitui a tenda para receber os cidadãos beneficiários do auxilio emergencial do governo.

Editorial O Pedreirense

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